A importância de revisar processos

A estratégia de qualquer negócio, grande ou pequeno, está baseada em vários fatores que, no final, se resumem a produzir e entregar valor para os clientes.

Para quem convive diariamente no ambiente de negócios, visitando várias organizações a cada semana, chama atenção o crescente interesse das organizações e seus profissionais pela Gestão por Processos. Em vários segmentos e em todos os portes de organizações, é nítida a preocupação com os processos de negócio. E isso não é recente.

Um exemplo claro e bem próximo é a constatação que a Exame PME trouxe em sua edição de outubro de 2011, que premiava as 250 pequenas e médias empresas que mais cresceram no Brasil no período. Foi feita uma pesquisa com estas empresas, e o tema que apareceu como maior prioridade para a maioria delas foi revisar processos (76% das empresas), a frente de temas clássicos, como investir em treinamentos e tecnologia da informação.

A dúvida para muitos é: Por que isso ocorre? Será isso uma moda na gestão? A resposta é simples! Tardiamente, mas em tempo, as empresas e profissionais estão descobrindo a real importância dos processos para o negócio. A estratégia de qualquer negócio, grande ou pequeno, está baseada em vários fatores que, no final, se resumem a produzir e entregar VALOR para os CLIENTES, conquistando sua preferência e gerando retorno para os acionistas e/ou mantenedores. O que cria e entrega este VALOR para estes CLIENTES são os processos de negócio.

Ao longo dos anos, o tempo todo, líderes e gestores se preocupam com iniciativas e investimentos que podem trazer ganhos para as empresas: Investimento em softwares para reduzir custos; investimento em pessoas para a satisfação do cliente; investimento em máquinas para reduzir o tempo de entrega, e assim por diante. Mas, na maioria das iniciativas, o retorno do investimento não é obtido, não pelo menos na proporção esperada e possível.

O que ocorre é que existe uma barreira natural entre a iniciativa de melhoria e o ganho, o(s) processo(s). Se o processo não é maduro, não está sob controle, não é monitorado - resumindo, se o processo não é bom -, todas as iniciativas de melhoria que passam por ele correm um alto risco de não funcionar como esperado. Um dos exemplos mais clássicos é a implantação de um software muito bom em um processo ruim, o resultado na maioria das vezes é a “informatização da bagunça”, ou então contratar mais pessoas ou recursos para aumentar a capacidade de processos que estão sem controle e correm livremente. O resultado quase sempre é o aumento da capacidade de “fazer coisas ruins”.

Mas a notícia é muito boa! Cada vez mais profissionais buscam capacitação para a gestão por processos, mais empresas investem em iniciativas para conhecer e controlar os processos e escolas e universidades inserem em suas ementas este tema, ou seja, cada vez é maior o interesse e a ação no sentido de controlar aquilo que é vital para qualquer negócio, aquilo que cria e entrega o VALOR que os CLIENTES necessitam, os processos de negócio.

Por que VALOR e CLIENTES com letras maiúsculas? Porque isso é o que realmente importa.

Nivaldo Morais é coordenador do MBA Gestão de Processos do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG). Com certificação CBPP, é mestre em Engenharia da Produção

 

 

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