Por que a economia em retração gera crescimento no setor mobile

A discussão sobre a economia do Brasil e atual gestão do governo está na mídia, nas redes sociais, nas conversas de almoço, happy hour e em casa.

E, como temos visto, 2015 vem sendo um ano difícil para os brasileiros e para muitas empresas devido ao baixo crescimento econômico, alta de juros, do dólar, inflação e o aumento de impostos, fatores que levaram grandes empresas de diversos setores a demitir funcionários e reduzir investimentos. Sendo assim, em um mercado de retração econômica, com investimentos e custos sendo reduzidos, por que o mercado mobile não para de crescer? A resposta é simples: a possibilidade de fazer mais com menos.

No cenário corporativo, conhecido também como “B2E" (business to enterprise), as aplicações móveis podem ser grandes aliadas para redução de custos operacionais e aumento de produtividade, agilidade nos processos e consequente ganho de escala e diferenciação da concorrência. As soluções móveis deixaram de ser inovação e passaram a ser uma necessidade das empresas.

Além disso, em um mercado cada vez mais dinâmico, as companhias precisam de velocidade na tomada de decisão. Imagine, por exemplo, uma grande indústria de alimentos, com mais de dois mil representantes de vendas. Por meio de uma aplicação para tablet será possível otimizar os processos, passando pela apresentação de produtos, conteúdos interativos e pesquisas nos PDV’s. Com isso, reduz-se os custos com a eliminação dos materiais impressos, além da entrega das informações em tempo real, o que anteriormente era praticamente impossível, justificando o investimento.

E as aplicações mobile para o mercado não param por aí. Elas podem ser utilizadas para diversas necessidades e desenvolvidas para todos os tipos de empresas, desde o pequeno empresário até o grande player da indústria, e vão de aplicações de automatização comercial, monitoramento de equipes, m-commerces, pesquisas, learning e payment, até aplicações mais simplificadas. São inúmeras as possibilidades que envolvem a mobilidade e ela deve ser uma extensão para as empresas que buscam maximizar seus resultados nos dias de hoje.

Por outro lado, ainda temos o mercado de publicidade e marketing. Com a verba reduzida dos anunciantes perante a economia, a utilização da publicidade móvel tem crescido, pois os retornos sobre o investimento são mais significativos do que outras mídias.

E para fomentar ainda mais o mercado mobile, o Google, anunciou a atualização do seu algoritmo de busca, que ficou conhecido como “Mobileggedon”. A partir de agora, as pesquisas realizadas por smartphones e tablets, que já representam mais de 60% do total, irão trazer apenas sites adaptados aos dispositivos móveis. Sendo assim, a procura por empresas que podem otimizar seus atuais sites cresceu 20%. Tudo isso aponta para a continuação do crescimento do mercado mobile, mesmo frente a crise econômica que o Brasil enfrenta.

Cristiano Kanashiro é CEO e fundador da Kanamobi.

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