A maior agência digital dos últimos tempos da última semana

Atualmente, nosso papel é - numa visão simplista, mas totalmente objetiva - ajudar o cliente a vender
Todos os dias pela manhã, quando vou para a agência, costumo me distrair no trajeto, ouvindo um podcast ou audiobook.

E foi por um acaso do destino que, numa dessas manhãs, deixei meu celular em casa. Após sobreviver aos primeiros minutos do surto quase incontrolável de abstinência digital, resolvi ligar o rádio em busca de algum refúgio sonoro que permitisse esquecer as próximas 10 horas em que eu estaria distante do meu smartphone. Ao ligar o rádio, fui surpreendido com “a melhor banda de todos os tempos da última semana” da galera do Titãs. A música, somada à constatação óbvia de que, cada vez mais, o digital, em suas diversas manifestações, está presente em nossa vida, me fez refletir sobre o futuro das agências digitais e do mercado de comunicação e propaganda de maneira geral.

Atuo com internet desde o início da rede como ferramenta de negócio, lá pelos idos de 1995. Nesse tempo todo, vi e vivi uma série de “ondas e bolhas”, umas, fortes e intensas, e outras, nem tanto. Criei campanhas e ações de coisas que hoje só se encontram vestígios no Google Imagens, como o Orkut, MySpace e Second Life. Ok, Second Life você ainda encontra no ar, mas aceite o meu conselho: não volte lá! 

Ainda sobre esses três casos, me lembro de participar de reuniões intermináveis com diretores de marketing de empresas conceituadas, implorando por ações incríveis nesses ambientes. 

O tempo passou e a coisa tomou outro rumo. De lá para cá, sobretudo em razão do caminhão de dinheiro que a maioria das empresas dispôs com esse tipo de iniciativa, o discurso ficou mais maduro. Hoje, a agência digital se assemelha mais a uma empresa de consultoria, multidisciplinar, do que a um estúdio de designer ou a um espaço que reúne pessoas em busca de uma sacadinha ou uma melhor forma de explorar a plataforma do momento. Não que isso ainda não exista, mas posso afirmar que a coisa mudou significativamente de uns anos pra cá.

Atualmente, nosso papel é - numa visão simplista, mas totalmente objetiva - ajudar o cliente a vender. Somado a isso, muitas vezes, acabamos por assumir a responsabilidade de inovar pelas marcas, desenhando, estruturando e comunicando novos serviços e produtos aos seus consumidores finais. Para citar alguns breves exemplos, temos a Nike Fuel Band e a ação do bem, semelhante conceitualmente ao exemplo gringo criado pela RG/A.

Na imensa maioria das vezes, as coisas fluem muito bem, principalmente quando a agência digital atua em parceria com a marca, dividindo tarefas, responsabilidades, construindo um alinhamento harmonioso cujo objetivo final, lá na ponta, é vender e corresponder à expectativa de quem comprou.

Isso, as agências digitais, que já nasceram com uma palavra um pouco “incômoda” às outras disciplinas, o tal do ROI (return on investment), tiram de letra.

O grande desafio desses novos tempos continua sendo o modelo de remuneração, amplamente baseado em comissionamento e compra de mídia, em parte distante da imensa maioria das agências e agentes digitais. Nesse caso, a implantação disruptiva de um modelo baseado em comissionamento pelo sucesso da estratégia é, a meu ver, um dos caminhos a serem perseguidos. 

Espero sinceramente que a galera do Titãs esteja errada quando dizem na letra da música: “Não importa contradição. O que importa é televisão”. Espero.

Via: Proxxima

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