Dado Schneider e a incrível palestra MUDA - #cpbr7

Dado Schneider é um nome conhecido na propaganda brasileira. Com passagens pela lendária MPM, Ogilvy e também DM9DDB, o profissional possui no currículo êxitos como a criação da marca Claro, por exemplo. Na noite de ontem, durante a Campus Party 2014, o professor fez uma palestra diferente, uma palestra muda.

 

Intitulada “O Marketing Digital muda. A Publicidade Muda. A Palestra Muda”, a explanação de Schneider, que também é Mestre e Doutor em Comunicação pela PUCRS, já era conhecida por quem acompanha suas apresentações. Funciona assim: ele conduz os primeiros 30 minutos de “palestra” apenas com slides na tela e com trilha musical. Mas na #cpbr7 houve um “porém”.

Logo no início da apresentação, quando o público ainda era pequeno, o controle remoto dos slides não funcionou. O que poderia ser um problema acabou se mostrando eficaz. Para mudar as imagens da apresentação, que tratavam de dar um overview do tema aos campuseiros, o professor tinha que dar um sinal vigoroso para a mesa de som. A cada slide e mensagem que aparecia, Schneider, enquanto caminhava de um lado para outro do palco, dava uma espécie de soco no ar para que a equipe entendesse que era hora de mudar o slide. Mensagens como “Trabalhe duro, mas divirta-se também” ganhavam nova ênfase com os movimentos de Dado, que é professor no MBA da ESPM/RS.

Em suma, a primeira parte de palestra “desmotivacional”, segundo o próprio publicitário, mostrava como o mundo está mudando e que tal mudança, que pode não agradar aos jovens, é algo que está acontecendo quer você goste ou não. Como lidar com este novo mundo? A chave é adquirir repertório.

Schneider lamenta quando encontra um profissional brilhante tecnicamente, mas que detesta o noticiário. “Que chance de ouro essa pessoa está perdendo vivendo uma vida de Fitoplâncton”, brinca o professor citando a biologia e os organismos que vivem à deriva no oceano.

“Esse profissional não sabe que tem Copa no Brasil, que o Félix está se regenerando, que teve o Fórum de Davos”, exemplifica.

Mudar, para o professor, não é necessariamente gostar do que está acontecendo. Alguns amigos dele, por exemplo, pararam na era da música Disco. Quando ouvem algo do gênero, vão logo dizendo: “Dado, essa é do nosso tempo”. “Não é música do nosso tempo, é música do nosso passado. Goste ou não, música do nosso tempo é Jay-Z, Beyoncé, Camaro Amarelo... Mudar não é gostar, é entender o que está acontecendo”, diz.

E onde entra a publicidade e o mundo corporativo nisso? Ora, como um profissional com cabeça fechada irá sobreviver num mundo de constantes mudanças? “Não existe mais comprador girando em torno de vendedor. Hoje é o vendedor que gira em torno do comprador”, analisa.

Segundo Dado, o Século XX nos dizia que os vínculos eram importantes: um emprego só até a aposentadoria, a importância de um casamento único, etc. Já o século XXI é a era do ficar, era do “não garantido”. A publicidade estaria fadada ao lamurio? “A publicidade não está morrendo. Apenas mudando. Se a publicidade está morrendo, por que o Faustão tem o avião da P&G? Ela vai ficar melhor, mas não vai morrer. O marketing digital também vai mudar. Todo mundo que é especialista em marketing digital hoje, não será mais daqui a três anos. Porque quem muda não é o marketing, somos nós”.

E o futuro? Parafraseando Delfim Netto, Schneider diz que “pior do que a realidade, só as perspectivas”. Neste momento, a plateia aplaudiu o palestrante. “Você estão aplaudindo de nervosos, né?”, brincou.

O professor finalizou sua palestra lembrando Albert Einstein. “A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo”.

A plateia, que agora recheava tanto as cadeiras como os arredores do palco principal, o aplaudiu de pé.

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